Projeto Rogério Samora

Sobre

Rogério Samora

Rogério Samora nasceu a 28 de Outubro de 1959. Entre 1976 e 1979 iniciou o seu percurso no mundo das artes quando entrou no Curso de Formação de Atores da Escola Superior de Teatro e Cinema.

Estreou-se no Teatro Variedades em Novembro de 1978, como resultado, desde essa altura tem trabalhado regularmente como ator em teatro, cinema e televisão.

Desse modo, em teatro trabalhou com vários encenadores, João Lourenço, Carlos Pimenta, Fernanda Lapa, Carlos Avillez, Filipe Lá Féria, Gastão Cruz, Luis Miguel Cintra e muitos mais desde então que continuam a passar pela sua vida profissional. 
No que concerne ao cinema trabalhou com Manoel de Oliveira, Fernando Lopes, António Pedro Vasconcelos, José Àlvaro de Morais, João Mário Grilo, João Canijo, José Fonseca e Costa, Daniel Schimd, Manuel Mozos, Luis Filipe Rocha, Joaquim Leitão, Margarida Cardoso, Raul Ruiz, Imanol Uribe, Werner Schroeter, João Botelho, Miguel Gomes entre outros.

202. 1

Calendário solidário apoia Rede de Emergência Alimentar

Rogério Samora e Margarida Dias juntaram-se com a finalidade de criar um calendário solidário. Neste calendário, 25% do valor das suas vendas reverte para à Rede de Emergência Alimentar.

Os últimos meses vieram acentuar as desigualdades sociais, isto é, aumentando as situações de precariedade e os casos de carência alimentar. Para Rogério Samora, de quem partiu a ideia, “os estranhos meses de confinamento mostraram-me de uma forma muito cruel como nada é garantido”. 

A solidão, o abandono e a ausência de liberdade em que muitos se encontram levou-o a desafiar a fotógrafa Margarida Dias, que aceitou de imediato, tornando-se assim coautora do projeto.

Para Isabel Jonet, promotora da Rede de Emergência alimentar, “a iniciativa do Rogério Samora expondo o seu corpo nu, num cenário inóspito, é um grito de alma e solidariedade para com todos os que hoje se sentem totalmente sozinhos e abandonados à sua sorte. Assim sendo, muitos tendem a recorrer a ajudas numa situação inesperada que os colocou numa pobreza que lhes é estranha, e com a qual nunca imaginaram ter de vir a lidar. A beleza das fotografias interpela-nos à solidariedade e à atenção ao outro”.

Nas palavras de Luiz Antunes, pessoa da dança, bailarino e coreógrafo, “Parte-se da metáfora de espaços ao abandono para as diferentes composições das 13 fotografias que são parte integrante deste calendário. O corpo espacejado, solitário entregue a si mesmo habitado por uma luz que é depurada e densa, filtrada pelas frestas e brechas abertas pelo tempo nas paredes, janelas e telhados feitos para nos resguardar”.

O conceito de exposição do corpo nas suas diferentes aceções. O corpo como expositório de convulsões e indagações, um invólucro frágil com rasgos que nos deixam verter o interior, exposição como ato de abandono de uma criança num lugar público, por vezes o lugar do medo.

Dessa forma, o corpo abandonado de Rogério Samora, enquanto performer cruza-se com o olhar da fotógrafa Margarida Dias produzindo este calendário: “capicua mais um” 202.1”.

Este projeto conta com o Apoio Mecenático de César Lima e Sá (Dr. Lima e Sá, Serviços de Saúde, Lda).

Foram impressos 3500 exemplares que se encontram à venda na FNAC, nesta loja on-line e em outros locais.

Ajude quem mais precisa, participando!

Rogério Samora - Calendário Solidário 202.1
Rogério Samora - Foto do Calendário
Rogério Samora - Foto do Calendário

O seu carrinho